terça-feira, 22 de abril de 2008

Dia Internacional do livro


Comemora-se amanhã, 23 de abril, o dia Internacional do Livro e dos Direitos autorais. A data foi instituída pela UNESCO em 1995 para assinalar a o dia de falecimento de dois grandes escritores da literatura mundial: Miguel de Cervantes e William Shakespeare.

Mas me perguntaria algum jactante não-leitor: Para que um Dia do Livro? Qual a finalidade de se homenagear um objeto? Realmente essas seriam perguntas pertinentes que poderiam ser respondidas de inúmeras formas, inclusive com outras perguntas como: Para que o carnaval? Qual o objetivo de se passar quatro dias na “farra do Momo”? Pois ambas as datas, tanto o carnaval quanto o Dia Internacional do livro, só têm sentido no plano do simbólico. Sim, eu sei que o livro é apenas um objeto, ou como disse Michel Foucault “é apenas um paralelepípedo, quem atribui valor a ele somos nós”; e é na atribuição de valores que o simbólico se materializa, é assim desde os mais remotos cultos na “aurora do Homem” até os dias atuais da globalização tribal. O livro é transcendental, ou “são transcendentes/ mas podemos amá-los do amor táctil” como cantou Caetano Veloso em Livros, música em que declara a sua paixão a este simplório agrupamento de páginas.

Nós, os brasileiros, tínhamos que nutrir maior amor pelos alfarrábios – será que ainda se utiliza essa palavra, ou ela só é encontrada nós velhos livros dos sebos insalubres? –, por isso sou a favor de construirmos bibliotecas ao invés de campos de futebol, erigir verdadeiros templos ao conhecimento humano, as dúvidas humanas, ao medo humano... E mais uma vez para dar sustentação a minha teoria me valho de outro grande nome das letras: o brasileiro Monteiro Lobato (esse mesmo que você pensou o criador do sitio do Pica-Pau Amarelo entre outros) que escreveu “Um país se faz com homens e livros”. Sejamos, portanto, a pátria de leitores e escritores, é hora de pendurar as chuteiras e em seus lugares convocar os Mestres da Literatura!

Enfim, livros são livros... Saudemos, então, os livros com missão, os livros de guerrilha, de informação social, de conhecimento técnico, de História, de poesias feitas com arte, de enredos envolventes, de histórias capazes de nos transmutar... Saudemos o lúdico.

3 comentários:

Anônimo disse...

Quanto teremos um próximo post?

Anônimo disse...

Aparece de vez em quando, né? Como um cometa!

Gabriel Machiaveli disse...

Finalmente achei um blog seu!
haauhauhuhauhaa
muito bommm!!!